Quando ainda trabalhava no Jornal O Povo, adorava conversar com os ilustradores.

Pois é, estava conversando com um deles ao mesmo tempo em que rabiscava em um papel borrado. Tentei usar a pena com a caneta nanquim, mas foi um desastre. Borrei o desenho inteiro.

Tentava consertar, inventava e mudava para o desenho parecer menos borrado. Até que o ilustrador olhou e disse que o desenho estava lindo. Esperei a grande camada de tinta secar e levei pra casa para finalizar. Ficou lindo mesmo!


Nunca me vi como uma ilustradora. Desenha apenas por hobby!

Até que uma amiga lá do Jornal O POVO perguntou se eu poderia ilustrar alguns cadernos especiais. Aceitei na hora, mesmo sentindo uma mistura de euforia e nervosismo.

Enquanto desenhava, ficava pensando que tudo estava uma droga, que todos iriam odiar e que não ia dar tempo. Até que surgiu o desenho! Adorei na hora.






Foi na aula de Redação 5, curso de Publicidade, que começaram os meus devaneios.Desenhos para passar o tempo. Desenhos sem lógicas. Até que cheguei a este daqui.
Foi quando descobri que era ali que eu tinha que focar. Em desenhos cheios de detalhes como eu. Desenhos com muitas curvas, muitas linhas, muitas cores... Era exatamente assim.
Arte finalização: Pedro Marques